Te amo.
O amor é algo que nós podemos sentir mas nunca explicado. Só se pode explicar a idéia.
O homem ama o que pode perder.
A ele próprio, uma mulher, sua pátria...
Até hoje, a humanidade e a terra ficam fora da superfície do amor.
Parece que viemos até aqui para conseguir enxergar isso. (olhando pela janela da estação solaris)
O homem perde o que pode amar.
ResponderExcluirEntrevista de Luiz Zanin Oricchio - O Estado de S. Paulo, com Fanny Ardant - 26.05.2010
ResponderExcluir— Essa sua intensidade me faz lembrar um cena em particular, uma cena inesquecível...
Eu acho que sei qual é (faz um gesto com a mão, indicando uma queda)...
— Em 'A Mulher do Lado'...
Exato. Eu tinha certeza de que era esta (rindo).
— É aquele momento em que sua personagem se encontra com o de Gérard Depardieu e simplesmente desmaia de paixão...
Essa cena é como um testamento. A gente pode morrer de amor. Era um filme, uma ficção. Um jogo, uma brincadeira. Mas estava dizendo tudo o que eu de verdade penso. Eu me lembro que Truffaut dizia que essa era uma história atual. Todo mundo pensa que morrer de amor é coisa de Anna Karenina, Madame Bovary, de personagem de Balzac. Não. É eterno. Pode-se morrer de amor mesmo hoje em dia.